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quarta-feira, novembro 16, 2011

Babá eletrônica


Venho percebendo uma coisa ultimamente, minha necessidade de sempre que estou em casa deixar a TV ligada. Quando ela não está ligada me sinto isolada.
Sempre achei engraçado, mas aí então estava no facebook e ví essa atualização:



A quantidade de pessoas que 'curtiram' ou comentaram que também sentem isso ou algo semelhante é enorme! 

Pelo que entendo, nossa geração cresceu tendo como babá a televisão, veja só, meus pais trabalhavam o dia todo, e consideravam a rua um lugar perigoso pra brincar, minha vó não era uma companhia muito animada para brincar de pega-pega comigo, me restava então passar o dia comendo bolachas 'Hipopó' em frente da televisão (minha genética ajudou a eu não ficar com sobrepeso!).

E estranhamente pelo jeito adquiri uma ligação de real 'necessidade' quando me sinto sozinha, muitas vezes vou lavar louça na cozinha e ligo a tv para ouvir seu som, não que eu esteja prestando a atenção no que está passando, simplesmente para ouvi-la.

Busquei na internet algumas matérias relacionadas, seguem abaixo alguns trechos da matéria da UOL que me deixaram intrigadas:

Cognição:  limita a imaginação por não exigir esforço das funções cognitivas. Deixar-se levar pelo que ela exibe, sem valer-se de uma escolha criteriosa, pode causar o empobrecimento psicossocial.

Depressão: isolamento, uso de álcool e fumo e agressividade predominam em telespectadores contumazes, em comparação a telespectadores moderados, segundo pesquisas.

Funções cerebrais: quando vista por mais de 20 horas por semana, a TV pode danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, inibindo o desenvolvimento lógico-verbal --em crianças-- ou reduzindo-o --em adultos.

Obesidade: Devido ao sedentarismo


Percepção: Diante da TV, os olhos ficam quase imóveis e desfocados na tentativa de captar a totalidade da imagem na tela. Essa prática em excesso pode enfraquecer ou inibir a capacidade de observação do que está ao redor do objeto focado.

Postura: Quanto mais tempo diante do aparelho, mais relaxado o telespectador fica e também mais ele se larga no sofá, no chão, ou seja, onde estiver. Resultado: coluna e articulações são prejudicadas por uma má postura.


Sono: O hábito de ver televisão à noite prorroga a ida para a cama. Nos EUA, cerca de metade dos americanos dormiriam mais cedo se não assistissem à TV. Dormir com o aparelho ligado é ainda pior: impede que se atinja o estado de sono profundo, fundamental para manter o equilíbrio orgânico -os flashes de imagem e a mudança de sons não acordam, mas mantêm o sono no estágio superficial.

Relações sociais: A telinha pode afastar a pessoa do convívio familiar (em algumas casas, cada um assiste à TV em seu quarto) e também dos amigos (há quem deixe de sair para ficar em casa com a TV).


Exclusivo em idosos: Colabora com o sedentarismo, deixando esse público mais sujeito a doenças degenerativas, como demência e Alzheimer, e ao aumento do risco de problemas cardiovasculares.


E neste site, encontrei algumas medidas pra superar esse vicio:
1. Mantenha um registro de quanto tempo e quando você assiste TV. Faça isso durante uma semana.


2. Faça uma lista de todas as outras atividades divertidas que você pode fazer em casa em vez de ver televisão. Coloque sua lista em um lugar visível para que você possa verificar esta lista ANTES de você ligar a TV. Considere as coisas divertidas para fazer como uma família, tais como: projetos de casa que você gostaria de concluir, atividades do lado de fora, leitura, exercício, etc.


3. Defina um limite para quanto tempo você vai assistir televisão em uma semana. Grave o seu tempo e não mude sua decisão.

4. Considere a remoção da sua TV por um determinado período de tempo. Você pode encontrar-se conversando com sua família novamente, em vez de assistir a TV por muito tempo.

São medidas simples que podemos colocar em ação, vou começar a colocar aqui e conto os progressos!

Vamos lá, começar a por as dicas em prática:

 1. Minha média diária de tv é mais de 3 horas (jornal da tarde / video show / malhação / vida da gente / jornais / fina estampa), ou seja, x 5 = 15 horas semanais (final de semana não vou contar porque mal assisto).
15 HORAS SEMANAIS!  Aliás um pouco mais, porque muitas vezes faço atividades com ela ligada!  Estou sinceramente abismada com a quantidade de tempo que fico com a tv ligada!

2. Estudar, fazer academia, cozinhar. (Coloquei estas no meu mural)

3. 5 horas semanais!

4. Tirei a antena da tv do meu quarto, não suporto chiadeira, a da sala é de uso comunitário na república não posso retira-la.

Simbora sermos mais ativos! ;)

PS. Enquanto escrevia o post e tomei consciência desliguei com pesar a tv.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Paixão, lado cru

Dados científicos:  (breve fisiologia)
Há uma substância a feniletilamina, um neurotransmissor com efeito e estrutura semelhante à anfetamina, e suspeita-se que esta seja liberada por eventos simples como troca de olhares ou aperto de mãos com a pessoa amada. Além de outras substâncias como: dopamina e ocitocina, que são substâncias comuns no organismo, mas essas três substância são somente encontradas juntas durante a paixão.
Porém, o organismo vai se tornando resistente aos efeitos desses neurotransmissores e hormônios, e assim a paixão declina lentamente, e é aí que cabe ao casal, separar ou então permanecer junto por manifestações 'menos intensas' porém não menos sinceras, como: companheirismo, afeto e tolerância... por amor. Esses efeitos duram de 18 a 30 meses.

Fases da paixão:
1. Luxúria – substância mais encontrada nessa fase: testosterona
2. Atração – é o amor na fase de euforia, momento do romance e envolvimento emocional. Hormônios responsáveis: dopamina e noradrenalina.
3. Ligação – caso a relação persista, é a fase duradoura e calma do relacionamento. (ocitocina, e até mesmo vasopressina).
Todos esses hormônios participarão da idealização da outra pessoa, estar com ela causará bem estar, euforia, excitação!

Lembra quando dizem que o amor é cego? É uma verdade,  quando estamos apaixonados além da ativação do sistema de recompensa, algumas áreas cerebrais relacionadas ao julgamento crítico e alerta são desativadas.

Obviamente a idealização é gostosa, por meses ou até anos você vai estar com a pessoa que sempre sonhou, enquanto a paixão durar ao menos na fase mais intensa, você estará drogado com seus hormônios, e  feliz.

Não posso dizer que esqueço da noite pro dia coisas que me marcaram, mas a decepção tira um pouco do brilho do passado e o que era lembrado antes com cores contrastantes, agora me vem à mente em tons pastéis.

A idealização foi sendo desfeita, e o que eu vi no final, quando parei de sonhar, quando minha farmácia interna parou de fabricar minhas drogas de vício a você, e realmente apenas enxerguei... Não me agradou o que ví.

Fontes quanto à fisiologia: 
http://www.afh.bio.br/especial/paixao.asp
http://nickmartins.com.br/atualidades/?p=4

sexta-feira, maio 29, 2009

Neurociência

A UFTM disponibilizou para alunos interessados a "Primeira Jornada de Neurociências", e hoje das 19:00 às 22:30 tivemos palestras sobre os seguintes assuntos: Sistema Trigêmino Vascular da Enxaqueca; Recursos Atuais da Estimulação Cerebral Profunda e Crise Epilética e sua Fisiopatogenia. Eu sei que falando esses nomes parece muito chato! Mas sem explicação de como essas palestras foram interessantes!

A primeira foi sobre enxaqueca, vou resumir as palestras e pular as partes mais técnicas, é bom porque serve de "estudo-resumo" pra noite! hahaha


Enxaqueca:
. Ocorrência de 2 a 3 vezes mais no sexo feminino (essa prevalência no sexo feminino está associada aos ciclos menstruais), aparece em 25% dos casos antes dos 10 anos e na maioria antes dos 20.
. Os fatores precipitantes são: menstruação, sono atrasado, medicamentos, altitudes elevadas, jejum prolongado, estresse, barulho, brilho intenso.
. Alimentação: alguns alimentos podem precipitar a enxaqueca, como: Chocolate, Aspartame (Adoçante de refrigerantes dietéticos), Frutas cítricas, Enlatados (devido aos conservantes com nitrito), Queijo, Crustáceos, Bebidas alcoólicas (vinho tinto e cerveja).
. A enxaqueca tende a diminuir na gravidez (após o terceiro mês) e na menopausa.
. É dividida em fases, a primeira é Pódromo, que são os sintomas premonitórios (24 - 48 hrs antes da dor): irritabilidade, mau-humor, insônia, apatia, dificuldade de concentração, etc.
Na segunda fase, a Aura, só ocorre em 20% , e duram de 5 a 20 minutos, são sintomas neurológicos como alterações visuais (pontos de luminosidade, pontos escuros, enxergar objetos em tamanho maior ou menor), acredita-se que a aura corresponde fisiologicamente a uma onda de despolarização que, de forma lenta (1-3 mm/min) viaja ao longo do córtex.
A terceira é a Álgica ou Cefaléia, que é a dor em si, dura de 4 a 47 hrs, latejante e que piora com esforço físico ou movimento da cabeça, acompanhada de fonofobia (intolerância ao ruído), fotofobia (intolerancia à luz), náusea, diarreia, etc; a tendência e recomendado nessa fase é procurar lugares calmos e interromper atividades.
A quarta fase é o Póspodromo, que tem como característica euforia, cansaço, debilidade e falta de concentração.
Foi enfatizado na palestra que a enxaqueca tem muitas teorias sobre suas formas mas que não se pode afirmar com toda uma certeza o seu porquê, tendo ainda que ser muito estudada.
Essa palestra foi apresentada pelo Prof. Dr. Edson de Souza Marquez


Estimulação Cerebral Profunda:
Modalidades:

ECT (EletroConvulsive Therapy)

Eletroconvulsoterapia, não invasiva, mais conhecida como eletrochoque.
Apesar de não ser bem vista aos olhos da sociedade, principalmente devido ao uso de sua imagem em filmes onde é vista quase como uma tortura à doentes mentais e ao filme "Um estranho no ninho"; ela é recomendada para doenças mentais graves como esquizofrenia, transtorno depressivo grave, transtorno bipolar, etc.


TMS (Transcranial Magnetic Stimulation)

Estimulação Magnética Transcraniana, não invasiva, consiste na aplicação de ondas eletromagnéticas no cérebro para tratamento de doenças psiquiátricas como toque, depressão, transtorno da ansiedade generalizada, esquizofrenia, e doenças neurológicas como epilepsia focal, doença de parkinson, recuperação motora de avc, zumbidos no ouvido, dor crônica, doença de Alzheimer, distonia (espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais), afasia (problemas na fala) e servem também para determinar o hemisfério dominante em cirurgia da epilepsia.


DBS (Deep Brain Stimulation)

Estimulação cerebral profunda, invasiva, estimulação em área especifica do cérebro, por exemplo no caso da depressão, no hipotálamo, o que mais me chamou a atenção nessa parte foi o uso em depressão, usa-se um aparelho colocado na região exata do cérebro ligado a um aparelho que fica por baixo da pele, assim como um marcapasso enviando sinais elétricos constantes.
Veja a figura ao lado!
Palestra apresentada pelo Prof. Dr. Edson José Amâncio, que além de apresentar a palestra com total clareza nos impressinou com sua carreira! Participando de cirurgias super recentes, participando da história da neurociência do Brasil.

Vou dever a de epilepsia! Espero que tenham gostado, achado útil, não sei se consegui explicar com clareza todos tópicos, mas é de coração!

Beijos ;*