Mostrando postagens com marcador sentimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sentimentos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, março 09, 2011

Nova perspectiva



Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa


De pouquinho em pouquinho o que eu sentia foi passando, me distraía com outras atividades, saía com as amigas, lia meus livros.... Mas invariavelmente aquele pensamento angustiante vinha me visitar, era uma luta travada toda noite, uma guerra que durou meses.

Nesse tempo também coloquei à prova a sabedoria popular "um amor para curar um mal de outro amor". Aquela pessoa definitivamente foi mandada por um dos meus anjinhos, com as palavras certas, com conversas divertidas, com chavecos estratégicos, etc. E aí você se pergunta... Ele tá lá, cheio de amor pra dar, todo fofo e eu aqui nessa carência, por que não?

Saem, fazem coisas juntos, mas não é a mesma coisa... Porque aquela pessoa que está saindo do seu pensamento, começa a reaparecer na sua vida, e aí parabéns, você está em um dilema, não um dilema explícito, nada sério, mas um dilema. Estar com você é bom, mas ainda penso nele, e aí?

E aí que quando saem juntos seu sorriso não é o mais sincero, você tenta ser o mais agradável o possível, as comparações são inevitáveis e você vê que não fez a coisa errada em testar a sabedoria popular... Mas também não fez a coisa certa, então ao invés de deixar as coisas rolarem pra uma coisa que não está fluindo corretamente. Você põe um fim e descobre que o que precisa no momento é simplesmente estar sozinha e percebe que nessa micro turbulências, você superou!

Por sorte nessa eu ganhei um grande amigo.

Agora estou tranquila, posso dizer que estou serena. Minha faculdade consome grande parte do tempo e o que resta eu passo com as melhores amigas que poderiam existir.

Estou olhando somente para mim, não me julguem, porque isso é bom. Não preciso de um 'amor' para ser feliz como eu pensei por algum tempo naquelas noites angustiantes onde chorava e abraçava o travesseiro (cena clichê).

Redescobri o meu bom humor que sempre foi uma característica minha, mas que por um tempo ficou escondido em meio a uma situação estressante que se estendia, descobri que sou mais forte que pensava*, reaprendi a ser sozinha e feliz.

* insira aqui sua frase : 
a) decepção não mata, ensina a viver
b) o que não mata nos fortalece

É engraçado ver tudo sob nova perspectiva, rever os planos, a vida sozinha é mais movimentada, você descobre que há pessoas interessadas em você, elas surgem de onde você menos espera, suas amigas sempre têm um programa, e há sempre uma bebedeira te esperando, é divertido!

Não estou dizendo que a vida a dois seja a treva, é realmente maravilhoso, mas meu relacionamento passado já estava fadado ao fim à muito tempo, só nos faltava coragem pra por um ponto final e depois de MESES de turbulência pela que passei, realmente tenho motivos pra valorizar essa nova fase.

=)

sexta-feira, novembro 26, 2010

Afinal...

Semana passada assistindo ao seriado “Afinal o que querem as mulheres?”,  ouvi uma frase que desencadeou uma série de reações, a primeira foram olhos lacrimejantes, a segunda foi escrever para a pessoa que me fez reviver tais memórias.

A cena era a seguinte, André (o protagonista) estava com sua amada nas ruas, pela madrugada, os dois estavam apaixonados, riam, bebiam, se beijavam e falavam embalados. Ela pergunta a ele com o que será que as pessoas que dormem naquele momento estão sonhando, e ele responde:

- Eles sonham com o que somos!

Me lembrei do início do meu namoro, quando reproduzíamos aquela cena. Quando saíamos, bebíamos e nos divertíamos, não havia desgaste, problemas; tudo era leve, apaixonante, revigorante, era simplesmente: sublime e mágico.

Porém a situação entre nós não é simples, e não seria meu e-mail que faria tudo ficar bem.

Na sexta-feira, tentando driblar uma noite regada a soluços ou pensamentos desanimadores / paranoicos, fui a uma festa da faculdade com minhas colegas de sala. Chegando lá me senti perdida, tanta gente, musica animada, iluminação vibrante... E por dentro eu estava estática, sentada no chão do meu quarto, pensando; por fora eu sorria, bebericava e conversava.

Lá me deparei com uma pessoa cuja história eu sabia, era parecida com a minha, ela tinha terminado um namoro recentemente, colocou a melhor roupa, a melhor maquiagem, o melhor sorriso que conseguiu fingir, e foi mascarar a tristeza. E no final era isso que todos estavam fazendo.

Um lugar com muitas conversas, todas vazias; muitos beijos, todos sem sentimento ou então com um íntimo sentimento de carência, buscando um jeito errado de supri-la; muitos sorrisos, mas enfim, não preciso dizer mais nada.

Aquela noite eu busquei a companhia de 100 pessoas, admito, poderiam haver 1000 naquele lugar, nenhuma conseguiria substituir à altura a única companhia pela qual eu faria jus ao lugar, com ela alí naquele momento ou talvez se simplesmente estivéssemos bem um com o outro, eu conseguiria me entregar aos estímulos das luzes e da música e realmente estar feliz em estar ali.

Assistindo novamente ao seriado, este descreveu perfeitamente tudo o que eu vivi na sexta-feira anterior.
 André se depara com a boate cheia, muita gente rindo, dançando, luzes excitantes, e diz:

- Hoje a solidão tá bombando.

Não posso dizer que um seriado anteriormente, me tocou tão sutil e prontamente quanto este.

Beijos a todos,
e um muito especial, adivinhem à quem.

quarta-feira, junho 09, 2010

Meu orgulho

Tenho que dizer que esses dias têm sido de reflexão em alguns momentos quando me deparo que tenho 20 anos, e isso se deve ao simples fato de que nessa idade minha mãe já me carregava nos braços e eu tinha 2 anos de idade.

Com essa idade minha mãe já era casada com meu pai, que tinha na época uns 23 anos, tinha abandonao o seminário (sim, ele iria ser padre) e era recém formado na PUC em Filosofia, e moravam em Campinas, numa casinha muito simples, meu pai lutando pra conseguir encontrar uma escola onde Filosofia fizesse parte da grade, minha mãe no emprego, saindo cedo, chegando tarde. Nenhum dos lados nasceu em berço de ouro, tudo foi conquistado arduamente.

Os dois, dois jovens, cuidando de um bebê, sinceramente isso tem vindo a minha cabeça quase todos os dias, não consigo ter noção da barra que seguraram! Não consigo me imaginar com essa idade sendo mãe, tendo uma responsabilidade tão grande quanto esta.

Depois de mim não vieram mais filhos, sou filha única, acho que traumatizei os coitados dos meus pais! Mas por fim me mimaram por demais, não posso reclamar de nada, tenho pai jovens, belos, guerreiríssimos, com os quais posso conversar, com quem tenho liberdade.

Os quais me orgulho MUITO.

Várias e várias vezes eu paro pra pensar que estou sendo muito privilegiada tendo a oportunidade de fazer uma faculdade maravilhosa, morar fora, fazer um curso que eu escolhi sem pressão e devo tudo à eles.

Só tenho a agradecer.

;)

segunda-feira, março 29, 2010

Montanha Russa!

Escrever me relaxa, então, aqui estou! Aliás, o blog algumas vezes pode parecer depressivo porque escrevo mais quando estou com coisas na cabeça que preciso racionalizar, mas não meus dias têm maiores alegrias que tristezas. ;] Agora vamos ao post:

Analisando meu twitter, percebi uma variação grande entre meus dias alí transcritos:

"eu acho q o companheirismo, vontade de estar simplismente juntos, isso não pertence mais a nós..." (21 de março)
Após uma discussão, ou de um dia desagradável de farpas trocadas.

"Iria só até o fim, daria tudo e mais um pouco de mim." (26 de março)
Declaração de uma namorada apaixonada, nas nuvens pelo momento de tranquilidade num namoro.

"Agora posso dizer, de coração aberto, ferido e pisado. Já não te amo mais. E isso me traz alívio." (27 de março)
Minutos antes de terminar o namoro, palavras ditas da boca pra fora, para tentar provocar no outro o máximo de raiva o possível.

Minha vida tá alí escancarada, minha variação de humor, meu namoro na montanha russa. Não sei se alguém consegue imaginar o quanto toda a situação é desgastante, a certeza de querer ficar juntos do início, acaba depois de tanta coisa, na incerteza de se vamos continuar bem pela manhã.

Anteontem, mais uma vez tudo foi acabado, e eu estava certa disto, sem querer passar por toda essa adrenalina novamente. Porém, algo inédito aconteceu, e hoje acordei com uma ligação que denunciava a atitude, tirei satisfações, chorei, gritei, joguei na cara. Completamente descompensada fui atrás de provas, e Deus sabe o que eu teria feito se as tivesse encontrado.

O fato de ouvir coisas que não cabem colocar aqui, (coisas boas saídas da boca de uma pessoa que tenta esforçadamente melhorar a situação) podem levantar minha moral, podem me deixar tranquilas nos minutos da conversa. Mas definitivamente não melhoram nem um pouco minhas madrugadas em claro. Tá pesado, minha cabeça fala em perdão e como isso será compensador, mas no fundo da minha cabeça, tem uma voz que me deprime toda hora em que eu a escuto, dizendo que 'Tem certeza do que está fazendo? Vai compensar?', me fazendo ficar tensa, com cada musculo das minhas costas doloridos ao menor toque.

Queria ser menos passional, ser extremamente prática, terminar, seguir em frente, nunca mais pensar em passar por essas coisas, mas não.

Amo e sou assim, dramática, exagerada, impulsiva, a que perdoa fácil, entre outros adjetivos.

domingo, outubro 25, 2009

Refúgio


Digamos que eu tenha feito muuita coisa nesse ano, por Deus. Acho que vivi pelo menos uns 5 anos de experiência só do começo do ano até agora; coisas das quais não me arrependo, algumas eu posso lembrar com certa angústia, outras sempre que lembrar vou dar aquele sorrisinho meia-boca sacana, mas de maneira alguma me arrependo, tá tudo em mim, impregnado no que eu sou agora e eu fico feliz por isso.

Essa semana eu ví um vídeo com o qual me identifiquei MUITO, ele cita a segunda-infância (clique aqui para ver o vídeo), fase pela qual eu passei assim que terminei meu namoro, onde há aquele entusiasmo, a sensação de liberdade... que me acometeu. Logo no dia seguinte ao meu término eu passei na UFTM, alguém consegue imaginar a excitação do momento? A partir daí saí, comemorei, bebi, experimentei, cai, fumei, fiz o diabo à quatro nessa minha "segunda-infância" e tudo embalado sempre ao som de Cazuza!

Essa fase passou, já faz um tempo, acho que já provei pra mim tudo o que eu queria provar, tudo isso cansa, afinal, tudo em excesso faz mal.

Mas essa consciência só vem agora, hahaha... Antes eu andava meio chateada, naquele humor inconstante, hora tentava me fazer acreditar que tava feliz, outra hora o mau-humor me atacava novamente. Enfim! Esse final de semana quis ver para Barretos pra ficar refugiada, nem avisei aos amigos que vinha, quis ter o aconchego dos meus pais, da casa com o quintal grande e dos cachorros felizes, da vó tomando conta da casa... de ver esse céu lindo da foto do início do post no final das tardes.

É isso, aí

;*